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A verdade que demoramos tanto tempo a descobrir...

por Formadora Voa Voa, em 19.06.17

Passamos anos à procura da felicidade.

Olhamos para o lado e temos a certeza que, se os outros já chegaram lá, então temos de continuar a procurá-la arduamente.

Começamos a associar a felicidade ao verbo ter e, a partir desse momento, queremos ter tudo e queremos conquistar o mundo.

Queremos fama, queremos poder, queremos estatuto social, queremos elogios, queremos ser reconhecidos, queremos aquela casa de sonho, queremos aquele carro com o qual sempre sonhamos, queremos a roupa da marca X, queremos mostrar que somos felizes e queremos e voltamos a querer tudo e mais alguma coisa.

Passamos anos a querer coisas e mais coisas e, quanto mais temos, mais precisamos ter.

Deixamos de lado a família, colocamos para último lugar as nossas prioridades e tudo é feito com um só pensamento "Queremos mais e mais e, um dia, vou parar este ritmo alucinante".

Vivemos literalmente no local de trabalho, entramos cedo e saímos tardíssimo e, mesmo quando estamos em casa a nossa cabeça não pára e a ansiedade vive dentro de nós. Respiramos trabalho e mais trabalho rumo à suposta felicidade que tanto ansiamos!

Nos primeiros anos, pensamos que é normal: é a criatividade, é a garra, é o entusiasmo e temos a certeza que um dia vamos compensar-nos a nós e aos nossos por tudo o que não vivemos.

O tempo passa e começamos a sentir que deixamos para trás muitas coisas e o nosso tempo está a ser gasto com coisas materiais e, quanto mais temos, mais queremos ter - é um circulo vicioso e falta-nos sempre qualquer coisa. O que temos não nos dá uma satisfação plena nem a verdadeira felicidade, apenas uma alegria temporária e vazia.

Infelizmente a realidade é esta: perdemos momentos que não vamos recuperar, perdemos afetos que nunca mais vamos sentir, perdemos o que o dinheiro afinal não pode comprar e perdemos aquilo que realmente traz felicidade ao ser humano.

Mesmo depois de toda esta consciência, vem um trabalho diário de desapego, de desconstrução de ideias e vem o medo de mudar tudo. Não é fácil ser simples, não é fácil ser diferente nem desformatar a vida e reprogramar o nosso interior.

Quem está à nossa volta nem sempre compreende, por vezes, pensam que estamos doidos, julgam que estamos a fugir às responsabilidades ou que somos uns frustrados à procura de algo.

Verdade seja dita, quando nos libertamos da opinião dos outros, quando nos deixamos de cobranças, quando deixamos de olhar para o lado, quando libertamos os nossos pesos, quando sabemos realmente o que queremos, quando percebemos que felicidade é viver cada dia com intensidade e em paz (não tem nada a ver com acumular coisas), então aqui sim começamos a viver em pleno.

Demoramos anos a descobrir tudo isto, demoramos anos a perceber que não temos de provar nada a ninguém, que as nossas escolhas são nossas e que é na simplicidade da vida que está a genuína felicidade.

Mas, depois desta linda descoberta nada é igual e tudo é especial!

Vale a pena viver, é bom viver de uma forma leve, muito leve, sem a pressão de ninguém, junto de quem amamos e com a certeza que o nosso caminho é aquele que enche o nosso coração de amor e de paz.

PS:Se já descobriste a verdade, vive a tua vida porque o resto não interessa, não interessa mesmo...

Não é clichê, é a verdade: não procures mostrar nada nem provar nada, procura só ser feliz, simplesmente muito feliz! A vida é curta demais para perderes tempo com o que não vale a pena...

BLOG: http://acredita-em-ti-e-voa.blogs.sapo.pt/

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